terça-feira, 21 de junho de 2011

O cristão comum. — Se o cristianismo tivesse razão em suas teses acerca de um Deus vingador, da pecaminosidade universal, da predestinação e do perigo de uma danação eterna, seria um indício de imbecilidade e falta de caráter não se tornar padre, apóstolo ou eremita e trabalhar, com temor e tremor, unicamente pela própria salvação; pois seria absurdo perder assim o benefício eterno, em troca da comodidade temporal. Supondo que se creia realmente nessas coisas, o cristão comum é uma figura deplorável, um ser que não sabe contar até três, e que, justamente por sua incapacidade mental, não mereceria ser punido tão duramente quanto promete o cristianismo.
— Friedrich Nietzsche

2 comentários:

  1. Sendo um pensamento pragmático, o materialista acertado. Tal é redutor, pois limita o próprio livre arbítrio do cristão como obra de de Deus, em poder viver a fé na vida temporal ou na vida religiosa.

    Por mais que reflita não consigo ver a permissa que obriga o cristão a viver apenas na vida religiosa para práticar a sua fé livremente. Até porque supostamente Deus deixou espaço a sua obra para decidir se queria viver em pecado ou não! O tal do livre arbítrio...

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  2. karlspop, obrigado por cometar em nosso blog, breve estaremos postando mais...O livre arbitrio é uma das maiores contradições do Deus do cristianismo.

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